XV Festival Música nas Montanhas | Edição Comemorativa | 5 a 18 de Janeiro de 2014 em Poços de Caldas, Minas Gerais, Brasil | Diretor Artístico: Maestro Jean Reis

 
 

Série CONCERTOS NOTURNOS

Terça, 7 de Janeiro

Teatro da Urca

20:30 h

Sion & Heraldo do Monte Quarteto


Raízes do Instrumental Brasileiro


Jam Session

Música anunciadas no decorrer do concerto.


Roberto Sion, Sax, Flauta e Clarineta

Itamar Collaço, Contrabaixo

Vitor Cabral, Percussão

Heraldo do Monte, Guitarra, Violão, Cavaquinho,

                                 Viola e Contrabaixo

Sion & Heraldo do Monte Quarteto

Série CONCERTOS NOTURNOS

      Roberto Sion


Dentre os mais atuantes e respeitados nomes da música instrumental brasileira, destaca-se o de Roberto Sion, que além de saxofonista, flautista e clarinetista, também é reconhecido pelo seu trabalho de compositor, arranjador, maestro e professor.


Viajou pela Europa, com Vinicius e Toquinho, inclusive na famosa turnê com Antonio Carlos Jobim.


Fazem parte do seu curriculum sete albuns gravados, apresentações como solista na Europa, EUA, Japão e Israel.


É maestro titular da Orquestra Jovem Jobim desde sua fundação em Julho de 2001.

 
       Itamar Collaço



Toca com habilidade tecnica o baixo acústico e o baixo elétrico.


Tem se apresentado ao lado de artistas renomados, entre eles Engénia Melo e Castro, Cláudio Nucci, Tetê Espíndolla, Jane Duboc, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Alceu Valença, Dominguinhos e Maria Betânia.


Nos últimos dez anos foi contrabaixista do Zimbo Trio, substituindo o saudoso Luis Chaves.


 
      Vitor Cabral


Estudou bateria e percussão na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e hoje, reúne a experiência de já ter trabalhado com grandes artistas da música brasileira e internacional dos mais diferentes gêneros:


Ed Motta, Maria Rita, Banda Black Rio, Racionais Mc's, Tony Tornado, Sandra de Sá, Maria Gadu, Honey Lachelle (NYC), Wilson Simoninha, NegraLi, Nina Becker, LadyZu, Cláudio Zoli,  Paulo Miklos, Paulo Ricardo, Alzíra Espíndola, Verônica Ferriani, Alissa Sanders (New York);


 Maestro Roberto Sion, Cláudio Roditi, Hélio Delmiro, Letieres Leite, Nelson Ayres, Bocato, Filó Machado, Lito Robledo, Evaldo Soares, Tomati, Felipe Lamoglia (Gonzalo Rubalcaba), Pepe Cisneros (Cuba), Zé Barbeiro, David Richards (New York), Robinho Tavares, Mich Ruzitzcha (Áustria), Zerró Santos, Michel Leme, Mestre Carneiro, Tânia Maria, Tiago Costa, Paulinho Guitarra, entre outros.


Foi Diretor Musical das cantoras americanas Honey LaRochelle & Erika Dee em sua tournè no Brasil (2012). Atualmente integra a banda do multi-instrumentista e compositor Ed Motta, Filó Machado e o grupo do trombonista Bocato, com quem já gravou um disco. Além disso, encabeça o projeto instrumental Deep Funk Session, trabalha como produtor musical freelance para alguns estúdios de São Paulo e é colunista convidado do site de conteúdo Brainstorm9#.

Vitor Cabral é endorser das baterias Gretsch e dos pratos Istambul Mehmet.

 
      Heraldo do Monte


O nome Heraldo do Monte por seu papel histórico na música instrumental brasileira deveria dispensar qualquer introdução. Nascido no Recife, Heraldo começou na música tocando clarineta no colégio por ser o único instrumento disponível, com o qual andou pra cima e pra baixo por uma semana sem conseguir tirar qualquer som. Até que seu professor, ligeiramente irritado, empunhasse o instrumento para lhe mostrar como tocar e percebesse que havia algo errado. Um aluno pregando uma peça no Heraldo havia enfiado uma flanela no tubo de ar da clarineta. Seguiu seus estudos no labiorioso instrumento e logo sentiu a nececidade de um instrumento harmônico. Usando os métodos para clarineta aprendeu sozinho a tocar o violão, intuindo os acordes.

Aprendeu também a tocar cavaquinho e viola caipira e comprou uma guitarra para começar a ganhar a vida tocando nas casas noturnas de Recife. Pouco tempo depois partiu para São Paulo onde foi logo empregado na TV Tupi acompanhando os músicos que se apresentavam na emissora. No mesmo ano de 1966 entrou para um trio forçando-o a se tornar um quarteto, o Quarteto Novo. Neste quarteto estavam alguns dos músicos que mais brilhantes desse país. O próprio Heraldo na guitarra, violão etc, Théo de Barros no contrabaixo, Hermeto Pascoal no piano e flauta e ainda Airto Moreira na bateria e percussão. Fundindo de forma magistral, elementos do bebop à música brasileira (principalmente nordestina) introduziram fundamentos improvisacionais inovadores abrindo trilhas para a música instrumental brasileira.

O quarteto foi responsável pelos arranjos e a apresentação das músicas Ponteio (de Edu Lobo) e Disparada (parceria de Geraldo Vandré e Théo de Barros) nos antigos festivais da Record. A convite de Edu Lobo o quarteto parte para a Europa para sua primeira turnê internacional. Com a ida de Airto Moreira para os EUA o quarteto ainda se manteve por um curto período com o baterista Nenê, mas por ironia, a qualidade dos músicos foi o maior obstáculo para a continuidade do grupo. E os integrantes seguiram suas carreiras solo, que felizmente continuam se entremeando até hoje. Heraldo é compadre de Hermeto Pascoal tendo os dois gravado e se apresentado diversas vezes juntos, o mesmo acontecendo com Airto e Théo de Barros.

Gravou três discos nos três anos seguintes, 70 a 72, sendo o primeiro chamado simplesmente Heraldo e Seu Conjunto e o álbum em dois volumes, Dançando com Sucesso Vols. 1 e 2. Na mesma década gravou o álbum O Violão de Heraldo do Monte. Só voltaria a gravar quase dez anos mais tarde ao lado do violonista Elomar, Paulo Moura (sax e clarineta) e Arthur Moreira Lima o disco ConSertão. Nos anos oitenta gravou ainda os discos: Heraldo do Monte, Cordas Mágicas, Cordas Vivas e passada mais uma década gravou recentemente o cd Viola Nordestina.

Heraldo do Monte que já foi considerado por Joe Pass o melhor guitarrista do mundo, gravou também com Elis Regina, Quinteto Violado, Michel Legrand, Zimbo Trio, Hermeto Pascoal e outros, além de se apresentar nos melhores festivais de música mundo afora, como os festivais de Montreux, Montreal e Cuba.